segunda-feira, janeiro 29, 2007

Torna-se aborrecido ver miragens,
ver a tua miragem na minha cabeça,
vezes, vezes vezes vezes vezes, sem conta
e não lhe poder tocar,
existe uma nébula mental que o impede.

As palavras acumulam-se cá dentro aos poucos.
Aos poucos, aos poucos, umas em cima das outras,
criando inúmeras camadas delas.
As palavras do fundo vão-se dissipando lentamente,
chega a um ponto que tem de ser aberto um espaço para mais,
é o custo de não as conseguir libertar todas.
A mente não é um espaço infinito.

Infinitos, sim, são os sentimentos que vagueiam cá dentro,
andam de um lado para outro, agitados agitados,
fazem ricochete nas paredes do organismo e explodem,
são explosões que me vão degradando o interior.
É a consequência amarga da saudade.

Mas quando tenho o teu contacto,
as sementes do meu interior brotam,
as sementes que plantas em mim,
com o teu toque elas germinam,
até que acabam de nascer plantas.
Com o teu sol elas revitalizam o meu interior
e enchem-me a alma com uma aura incrível.

Quando chega a hora da separação,
após o sol se por, fica tudo murcho,
as plantas morrem,
e eu apodreço novamente.

1 Comments:

Blogger Francisco Vieira Borges said...

Estás a precisar de ler "A Náusea", de Sartre. Se calhar já leste. Se não, fica a sugestão.

11:42 da tarde  

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